sábado, 3 de setembro de 2011

Área desmatada da Amazônia se transforma mais em pastos

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, "está provado que a agricultura consolidada não é a responsável pelo uso das terras desmatadas da Amazônia"


        Mais de 60% da área já desmatada na Amazônia foram transformados em pastos. A conclusão está em um levantamento divulgado nesta sexta-feira (2), que mapeou pela primeira vez o uso das áreas desmatadas do bioma. O estudo mostrou o que foi feito com os 720 mil quilômetros quadrados de florestas derrubados até 2008 – área equivalente ao tamanho do Uruguai. A maior parte foi convertida para a pecuária.
O levantamento, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dividiu a área desmatada em dez classes de uso, que incluem pecuária, agricultura, mineração, áreas de vegetação secundária eocupações urbanas. A pecuária ocupa 62,1% de tudo o que foi desmatado no bioma, com pastos limpos – onde houve a limpeza da área –, mas também com pastagens degradadas ou abandonadas. Na avaliação do diretor do Inpe, Gilberto Câmara, o número confirma a baixa produtividade da pecuária na região e que o desmatamento não gerou necessariamente desenvolvimento econômico.
“Mostra que a pecuária ainda hoje é extensiva e precisa de politicas públicas para se intensificar e usar a terra que foi roubada da natureza", afirma. "Não é, nem do ponto de vista econômico, um uso nobre das áreas". Segundo ele, o uso mais produtivo possível da floresta seria a agricultura. Esta ocupa cerca de 5% da área total desmatada na Amazônia. Apenas no Mato Grosso é que a agricultura representa um percentual significativo do uso das áreas que eram ocupadas originalmente por florestas.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a baixa participação da agricultura na ocupação das áreas desmatadas contrapõe o argumento de defensores de mudanças no Código Florestal, de que é preciso flexibilizar a lei para viabilizar a produção agrícola no país. “Temos que eliminar as falsas ideias de que o meio ambiente impede o desenvolvimento da agricultura. Está provado que a agricultura consolidada não é a responsável pelo uso das terras desmatadas da Amazônia", diz. Para ela, é preciso aumentar a produtividade, uma vez que menos de uma cabeça por hectare é "algo inaceitável". "É um desperdício substituir a floresta por algo que não dá retorno para o país”, afirma.
Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, os novos dados poderão dar mais racionalidade ao debate sobre o Código Florestal no Senado. “Espero que essa racionalidade ilumine o Congresso, para que o debate se ancore mais nos dados para chegar ao equilíbrio entre potencial produtivo e preservação. O Brasil não tem porque flexibilizar o desmatamento, já temos área suficiente para aumentarmos a produção.”
Em 21% da área desflorestada, o Inpe e a Emprapa registraram vegetação secundária, áreas que se encontram em processo de regeneração avançado ou que tiveram florestas plantadas com espécies exóticas. Essas áreas, segundo Gilberto Câmara, do Inpe, poderão representar oportunidades de ganhos para o Brasil na negociação internacional sobre mudanças climáticas, porque funcionam como absorvedoras de dióxido de carbono, principal gás de efeito estufa.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Monitores Ambiental do Projeto Blitz Ambiental recebem capacitação de Pesquisadores da UFPE.

A Secretaria de Tecnologia e Meio Ambiente - SETMA, informa que acontece nos dias 30 e 31 de agosto de 2011, às 10:00 hs na casa do Projeto Blitz Ambiental na praia de Porto de Galinhas - Ipojuca / PE a I Capacitação dos agentes ambientais do Projeto Blitz Ambiental do Ipojuca.

O objetivo principal desse encontro é apresentar conceitos fundamentais do ecossistema recifal e da biologia marinha da praia de Porto de Galinhas localizada no município de Ipojuca, litoral sul do Estado de Pernambuco, bem como dar conhecimento do estado de conservação das piscinas naturais.
Também foi ministrada palestra sobre a identificação dos principais peixes e invertebrados encontrados no ambiente recifal.


As palestras foram ministradas pelo grupo de pesquisadores do departamento de pós-graduação em Biologia Animal da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE.


- Dr. Carlos Daniel Perez - Estado de Conservação das piscinas naturais de Porto de Galinhas.
- Mestrando Vithor Macedo de Azevedo - Identificação da ictiofauna de Porto de Galinhas.
- Mestrando Ralf  Tarciso Silva Cordeiro - Identificação de grupo de invertebrados de Porto de Galinhas.

- Doutoranda Janine Farias da Silva - Estudo prático para identificação dos principais animais bentônicos encontrados nas piscinas naturais de Porto de Galinhas.
Programação:
- 30/08/11 (terça-feira) às 10:00hs

Palestras 

- Dr. Carlos Daniel Perez - Estado de Conservação das piscinas naturais de Porto de Galinhas.
- Mestrando Vithor Macedo de Azevedo - Identificação da ictiofauna de Porto de Galinhas.
- Mestrando Ralf  Tarciso Silva Cordeiro - Identificação de grupo de invertebrados de Porto de Galinhas.

- Doutoranda Janine Farias da Silva - Estudo prático para identificação dos principais animais bentônicos encontrados nas piscinas naturais de Porto de Galinhas.


- 31/08/2011 às 10:30hs

- Aula de campo no ecossistema recifal da praia de Porto de Galinhas - Ipojuca / PE.

- Encerramento às 13:00hs
Registro da Capacitação 



Dr. Carlos Daniel Perez




Mestrando Ralf  Tarciso Silva Cordeiro





Mestrando Vithor Macedo de Azevedo



Monitores Ambiental do Projeto Blitz Ambiental do Ipojuca. ( Emanuel, Paulo Sérgio, Fernandes e Melquizedeque).





Equipe da Guarda Ambiental da Prefeitura de Ipojuca. 






Biólogo da SETMA, Marlos entregando as camisas para os pesquisadores da UFPE.












Carlos Perez, Ralf Cordeiro, Janine Farias, Glória Epifânio( Bióloga SETMA) Vithor Macedo.