Panorama da Biodiversidade Global
Prefácio do Secretário Executivo da CDB
A terceira edição do Panorama da Biodiversidade Global surge em um período crítico na história da Convenção sobre Diversidade Biológica. Ela coincide com o prazo ajustado pelos líderes mundiais, em Joanesburgo, para reduzir substancialmente a taxa de perda de biodiversidade até 2010, como uma contribuição para a mitigação da pobreza e para benefício de todas as formas de vida na Terra. Para esse fim, a ONU escolheu 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade. Pela primeira vez em sua história, a Assembléia Geral das Nações Unidas, durante a sua 65ª sessão, convocará uma reunião de alto nível sobre a biodiversidade, com a participação de Chefes de Estado e de Governo. Além disso, durante a décima reunião da Conferência das Partes da Convenção, que será realizada em Nagoya, capital da província de Aichi, no Japão, as Partes desenvolverão um novo plano estratégico para as próximas décadas, incluindo uma visão para 2050 e uma missão para a biodiversidade em 2020, bem como meios para execução e mecanismos para monitorar e avaliar nosso progresso em relação aos nossos objetivos globais compartilhados.
Mais de quinze anos após a Convenção ter entrado em vigor, e quando a comunidade internacional está se preparando ativamente para a Cúpula Rio 20, este é um momento de acerto de contas para os tomadores de decisão comprometidos com o esforço global para garantir a variedade da vida na Terra e sua contribuição para o bem-estar da humanidade. O GBO3 é uma ferramenta vital para informar aos tomadores de decisão e ao público em geral sobre o estado da biodiversidade em 2010, as implicações das atuais tendências e nossas opções para o futuro.
Delineado extensivamente, a partir de cerca de 120 relatórios nacionais apresentados pelas Partes da Convenção, o GBO3 deixa claro que temos muito trabalho a fazer no decorrer dos próximos meses e anos. Nenhum país informou que alcançará completamente a meta para 2010, e algumas poucas Partes declararam, inequivocamente, que não vão realizá-la. Além disso, a maioria das Partes informaram que, no mínimo uma, mas, na maioria dos casos, várias espécies e habitats do seu território nacional encontravam-se em estado de declínio.
A maioria das Partes confirmaram que as cinco principais pressões continuam a afetar a biodiversidade dentro de suas fronteiras: a perda de habitat, o uso não sustentável e a sobrexplotação de recursos, as mudanças climáticas, as espécies exóticas invasoras e a poluição. Muitas medidas positivas foram tomadas pelas Partes para ajudar a resolver essas questões. Elas abrangem o desenvolvimento de uma nova legislação relacionada com a biodiversidade; o estabelecimento de mecanismos de avaliação de impacto ambiental; a participação em iniciativas de gestão ou de cooperação transfronteiriça; e a promoção do envolvimento da comunidade na gestão dos recursos biológicos.
Ao mesmo tempo, o quarto relatório nacional das Partes dão-nos uma visão clara dos obstáculos que precisam ser superados para implementar melhor os objetivos da Convenção. Esses obstáculos incluem a capacidade limitada, tanto em países em desenvolvimento quanto em desenvolvidos, abrangendo as questões financeiras, técnicas e humanas; a ausência de informações científicas ou as dificuldades em acessá-las; a conscientização limitada das questões de biodiversidade pelo público em geral e pelos tomadores de decisão; a transversalização limitada de biodiversidade; tomadas de decisão fragmentadas e comunicação limitada entre diferentes ministérios ou setores; e, a ausência de avaliações econômicas de biodiversidade.
Como este Relatório deixa claro, é essencial que esses obstáculos sejam removidos, se quisermos fazer progressos no combate à perda de biodiversidade. É cada vez mais urgente que façamos tais progressos, já que as consequências das atuais tendências têm implicações que colocam em risco muitos dos objetivos partilhados pela família mais ampla da ONU para mudar o mundo para melhor. Nós temos uma oportunidade, equipados com o conhecimento e a análise contidos neste documento e suas fontes subjacentes, para colocar a biodiversidade na linha principal das tomadas de decisão. Vamos, individual e coletivamente, aproveitar essa oportunidade para o bem das gerações atuais e futuras, pois se biodiversidade é, de fato, vida, a biodiversidade é a nossa vida.
Mais de quinze anos após a Convenção ter entrado em vigor, e quando a comunidade internacional está se preparando ativamente para a Cúpula Rio 20, este é um momento de acerto de contas para os tomadores de decisão comprometidos com o esforço global para garantir a variedade da vida na Terra e sua contribuição para o bem-estar da humanidade. O GBO3 é uma ferramenta vital para informar aos tomadores de decisão e ao público em geral sobre o estado da biodiversidade em 2010, as implicações das atuais tendências e nossas opções para o futuro.
Delineado extensivamente, a partir de cerca de 120 relatórios nacionais apresentados pelas Partes da Convenção, o GBO3 deixa claro que temos muito trabalho a fazer no decorrer dos próximos meses e anos. Nenhum país informou que alcançará completamente a meta para 2010, e algumas poucas Partes declararam, inequivocamente, que não vão realizá-la. Além disso, a maioria das Partes informaram que, no mínimo uma, mas, na maioria dos casos, várias espécies e habitats do seu território nacional encontravam-se em estado de declínio.
A maioria das Partes confirmaram que as cinco principais pressões continuam a afetar a biodiversidade dentro de suas fronteiras: a perda de habitat, o uso não sustentável e a sobrexplotação de recursos, as mudanças climáticas, as espécies exóticas invasoras e a poluição. Muitas medidas positivas foram tomadas pelas Partes para ajudar a resolver essas questões. Elas abrangem o desenvolvimento de uma nova legislação relacionada com a biodiversidade; o estabelecimento de mecanismos de avaliação de impacto ambiental; a participação em iniciativas de gestão ou de cooperação transfronteiriça; e a promoção do envolvimento da comunidade na gestão dos recursos biológicos.
Ao mesmo tempo, o quarto relatório nacional das Partes dão-nos uma visão clara dos obstáculos que precisam ser superados para implementar melhor os objetivos da Convenção. Esses obstáculos incluem a capacidade limitada, tanto em países em desenvolvimento quanto em desenvolvidos, abrangendo as questões financeiras, técnicas e humanas; a ausência de informações científicas ou as dificuldades em acessá-las; a conscientização limitada das questões de biodiversidade pelo público em geral e pelos tomadores de decisão; a transversalização limitada de biodiversidade; tomadas de decisão fragmentadas e comunicação limitada entre diferentes ministérios ou setores; e, a ausência de avaliações econômicas de biodiversidade.
Como este Relatório deixa claro, é essencial que esses obstáculos sejam removidos, se quisermos fazer progressos no combate à perda de biodiversidade. É cada vez mais urgente que façamos tais progressos, já que as consequências das atuais tendências têm implicações que colocam em risco muitos dos objetivos partilhados pela família mais ampla da ONU para mudar o mundo para melhor. Nós temos uma oportunidade, equipados com o conhecimento e a análise contidos neste documento e suas fontes subjacentes, para colocar a biodiversidade na linha principal das tomadas de decisão. Vamos, individual e coletivamente, aproveitar essa oportunidade para o bem das gerações atuais e futuras, pois se biodiversidade é, de fato, vida, a biodiversidade é a nossa vida.
Ahmed Djoghlaf
Secretário Geral Assistente e Secretário Executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica
Nenhum comentário:
Postar um comentário